Cape to Delta

Uma Noite, Uma Voz por Darfur

Fevereiro 12, 2009 · Deixe um Comentário


Um grupo de cidadãos de Coimbra vai associar-se, na noite de 12 de Fevereiro, a uma acção, a decorrer a nível internacional, para apelar ao fim da violência sobre as mulheres no Darfur (Sudão).

Será projectada, em estreia mundial, a curta-metragem Violence Against Women and the Darfur Genocide (Violência sobre as mulheres e o genocídio no Darfur), produzida pela Organização SAVE DARFUR.

O curto documentário servirá de mote para um debate sobre a situação actual deste conflito, com a participação dos professores de Relações Internacionais, da Faculdade de Economia de Coimbra, Daniela Nascimento e José Manuel Pureza.

Teatro Académico de Gil Vicente,
Quinta-feira, 12 de Fevereiro, às 21.30h. Para mais informações: http://coimbradoc.blogspot.com

O governo sudanês e os seus aliados, as milícias Janjawid, continuam a levar por diante uma campanha de violência sexual contra as mulheres e raparigas do Darfur. O procurador do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno-Ocampo, disse, no seu pedido de mandado de captura do Presidente Sudanês al-Bashir, que “a violação é uma parte integrante do padrão de destruição” no Darfur.

O evento “One Night, One Voice” procura congregar activistas em defesa de passos específicos que ajudem a acabar com esta violência endémica. Entre estes passos inclui-se a plena implementação da Resolução 1820 do Conselho de Segurança das Nações Unidas – em que este reconhece, pela primeira vez, a importância da protecção de civis contra a violência sexual durante e após conflitos armados.

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Whatever you do, don’t run

Dezembro 18, 2008 · Deixe um Comentário

JF

JF

“Havia a história de uma fuga, seguida de atropelamento, enquadrada por elefantes que pastavam calmos e serenos e por hipopótamos que sulcavam um rio da Reserva Moremi …

É uma curiosidade que fica para outro dia. O que interessa é o lampejo de memória, o avivar súbito de uns segundos longos que perduram, com odores, cores e sons.

Retrocedamos para os anos oitenta. Os olhos estão lá. São mais pequenos mas são os mesmos. A fotografia não existe mas não carecemos dessa prova. Às vezes um pequeno brilho basta para corroborar uma grande história.

Run, don’t run… Whatever you do, be yourself.”

Fragmentos do dia 18 de Dezembro de 2008 de um diário apócrifo encontrado num saco de plástico Spar repletos de sandes de queijo em barra.

Junto a estas entradas encontravam-se as seguintes referências:

Whatever You Do, Don’t Run: True Tales of a Botswana Safari Guide, Peter Allison

Cadernos Meninas Moleskine

Could non Mormons enjoy living in Salt Lake City?

Livro da Face da Joana

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Um pedacinho da África do Sul em Lisboa

Dezembro 14, 2008 · Deixe um Comentário

Peças de cerâmica da África do SulO New York Times passou 36 horas em Lisboa. Percorreu avenidas e ruelas, empanturrou-se com natas em Belém, foi às compras numa Jangada, tomou um cafezinho no Pavilhão Chinês e bebeu umas pingas no Chafariz, antes de fechar a pestana no Palace.

Cerâmica de Belém do Pará, BrasilElaine Sciolino, a repórter do NYT, encontrou a África do Sul na fascinante cerâmica à venda na Jangada Solta: “Then stroll into shops like Jangada Solta (Rua da Rosa 73; 351-21-346-3138; jangadasolta.com), which sells offbeat handicrafts from faraway places like South Africa and Brazil.”* 

Na Jangada Solta descobrem-se “coisas de outros mundos”. Elaine Sciolino deixou-se encantar não só pelas peças policromas do sul da África, mas também pela olaria dessa outra Belém, na doce Amazónia.    

Loja Jangada Solta

Loja Jangada Solta

 As recomendações do New York Times para Lisboa:

Mapa de Lisboa do New York Times

Mapa de Lisboa do New York Times

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Onde comprar um Mapa do Botswana

Julho 1, 2008 · Deixe um Comentário

botswana_map, upload feito originalmente por capetodelta.

Caso tenha dificuldade em encontrar um mapa do Botswana à venda em Portugal poderá sempre recorrer à internet e adquirir um ficheiro online.
No nosso caso comprámos um mapa do Botswana publicado pela International Motoring Productions, com sede em Natal, na África do Sul. Uma das principais vantagens de adquirir um mapa através da internet é a possibilidade de obter um mapa bastante actualizado. (Nem todos os países africanos vão asfaltar 12 mil km de estradas até 2012, como Angola, mas caso haja alguma alteração dá jeito saber).
O nosso mapa do Botswana era uma edição de 2007 da linha InfoMaps, foi descarregado em ficheiro pdf e impresso em A2.
Comprá-lo foi fácil; a melhor parte foi percorre-lo…

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A mulher que ensinou o embaixador do Botswana a dançar a Macarena (e como o fez)

Julho 1, 2008 · Deixe um Comentário

Jogo de Palavras. Palavra puxa palavra. António Sala. Sala de conferências. Talking Heads. Música popular. Partido Popular. Espanha conservadora. Religião católica. Santa Macarena. Coreografia mundial. Madeleine Albright.

«Senhor Embaixador, estire os braços de Vossa Excelência e suspenda a palma da mão para baixo. Direito, depois esquerdo.

Revoluteie os braços de Vossa Excelência, dispondo agora as palmas para cima. Direito, depois esquerdo.

Sustente as mãos de Vossa Excelência sobre o ombro antípode. Primeiro mão dextra sobre ombro esquerdo, depois a canhota sobre o ombro destro. Coloque as mãos na parte de trás da cachimónia. Primeiro direita, depois esquerda.

Bote as mãos na bunda. Primeiro direita, depois esquerda. Dê-lhe gás! Mais depressa.

Rode essa carcaça 90 graus para o comunismo, no grito: “EEEEEE, Macarena!”»

Agradecimentos a Ferreira Fernandes do DN por nos ter recordado este episódio marcante das relações internacionais.

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2º Dia (01-11-2007): Cape Town – visita guiada (com o grande Jerry)

Junho 29, 2008 · 2 Comentários

[Chegámos a África. Aterrámos em Cape Town. São 6:30 da manhã. Apanhamos um táxi, aproveitamos e pedimos a um guia (Jerry) para nos orientar no único dia que passaremos na cidade. Ficamos alojados no Tulip Hotel, um hotel modesto mas muito bem localizado no centro da cidade. Um par de horas mais tarde, o Jerry vem-nos buscar.]

Jerry e a Cidade Mãe

Entrámos para a carrinha do Jerry e ficámos estacionados em frente ao Hotel Tulip desde a chegada dos primeiros navegadores portugueses ao Cabo, passando pelo fim do Apartheid na África do Sul até ao futuro da sua selecção em 2010. Jerry fala pelos cotovelos. Evoca as epopeias dos descobrimentos mas vai revelando encobrimentos que julga poderem ter fugido ao olhar do turista branco. Emociona-se com a luta anti-racista. Envolve-nos com as suas memórias de um comício de Mandela após a sua libertação de Robben Island. E entusiasma-se especialmente quando se fala de futebol… Não, não é por causa do Cristiano Ronaldo. É por causa dele. Ele é que joga futebol. Conhece bem algumas das estrelas do futebol português mas prefere falar-nos sobre a traição do seu joelho que impediu a sua consagração como astro do futebol Sul-Africano. 2010 está aí ao virar da esquina e Jerry, apaixonado pela África do Sul e por futebol não consegue esconder a sua ansiedade.

Ao fim de léguas e léguas de história lá arrancámos para um périplo pelas principais atracções da Cidade do Cabo seleccionadas por Jerry: Castelo da Boa Esperança, Museu District Six, miradouro da Montanha da Mesa (Table Montain), V&A Waterfront… e a esplendorosa e magnífica baía.

Castelo da Boa Esperança na Cidade do Cabo Interior do Museu District Six na Cidade do Cabo Montanha da Mesa e Cidade do Cabo

Victoria and Alfred Waterfront Bo-Kaap, Quarteirão Malaio da Cidade do Cabo Montanha da Mesa vista da Praia Blouberg

Jerry, o grande contador de histórias; Jerry o menino que fugiu ao seu pai para ir ver o primeiro comício em liberdade de Mandela; Jerry, o futebolista traído por uma lesão; Jerry, o nosso guia da Cidade do Cabo, foi um belíssimo anfitrião, acima de tudo porque falou com o júbilo que só a paixão permite. Estamos certos que se não tivéssemos exteriorizado uma certa inquietação por conhecer in loco as coisas de que nos falava, continuaríamos ainda hoje estacionados em frente ao Hotel Tulip e já conheceríamos a história completa do futuro da África do Sul, segundo Jerry.

Quando no final do roteiro perguntámos a Jerry se a África do Sul estava preparada para receber o mundial de futebol ele respondeu simplesmente: “I am ready”. Nós também Jerry. Que a aventura comece.

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1º Dia (31-10-2007): Lisboa, Londres, Cidade do Cabo

Junho 28, 2008 · Deixe um Comentário

Este avião vai para a Cidade do Cabo. Saiu de Londres e vai demorar 11 horas a chegar à Cidade do Cabo da Boa Esperança. Mas nunca mais chega e o dia já vai longo. Lisboa, a Figueira e Coimbra já estão a muitas milhas mas pesam no corpo. África está a nossos pés mas a muitos outros de distância. O destino nunca mais chega. O corpo cede. Aproveita uns lugares vagos e cai no esquecimento.

Se costuma frequentar locais públicos como balneários, ginásios, hotéis, termas, dever usar sempre chinelos próprios, para evitar o contacto com doenças fúngicas (micoses), que são facilmente transmissíveis.

Londres já ficou na Europa. Obrigaram-nos a descalçar no aeroporto de Londres. Alheios aos conselhos do Instituto Português de Reumatologia sujeitaram os nossos pés a uma convenção multicultural de fungos. Dizem que é mais seguro assim. Mas não se percebe a disparidade de regras. Entramos em Lisboa, em Roma ou em Luanda com sapatos e acabamos descalços em Londres. (O que até não faz sentido nenhum porque é muito mais frio.)

A Guerra ao Terror é assim, feita de pequenos feitos e muitos defeitos. Desempenhámos o nosso pequeno papel retirando os sapatos.

Voamos para longe desses conflitos. Estamos neste avião para ter o privilégio de escapar aos cabeçalhos de drama e tragédia por uns fugazes 20 dias. O corpo pesa. A alma também.

Onze horas num cubículo com asas. Com o nitrogénio a expandir-se dentro dos nossos corpos, os lábios a secarem e o discernimento a rarefazer-se tal como o oxigénio. Mas, vai valer a pena. Não por causa do tamanho da alma mas pelo mundo diferente que nos aguarda. As paisagens nos guias de viagem fazem sonhar mas a realidade tem mais matizes e sons e cheiros e imperfeições. A realidade é desassossegada.

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Livraria Select Books na Cidade do Cabo

Junho 27, 2008 · Deixe um Comentário

select books“Select Books” é uma pequena livraria em Long Street na Cidade do Cabo. Tem uma boa colecção de livros sobre África, especialmente sobre a história da África do Sul. Para além das mais recentes publicações tem também um considerável fundo bibliográfico de obras raras.

David, o proprietário da loja, é um livreiro da velha guarda, sempre pronto a sugerir um livro e a partilhar o seu conhecimento – é um leitor que também vende livros. Envia publicações sobre a África do Sul para mais de trinta países, incluindo Portugal. (Falou-nos de um cliente de longa data que tem em Oliveira do Hospital!)

Um dos outros clientes famosos da Select Books é Martin Meredith, o autor de “The State of Africa” e do excelente “Diamonds, Gold and War: The Making of South Africa”, um livro que nos foi recomendado por David e sobre o qual voltaremos a falar aqui no blog. Segundo David, Martin Meredith é um devorador de livros e a Select Books fornece-lhe muitas das obras que enriquecem as suas bibliografias.

Quem estiver interessado em visitar uma pequena livraria com uma boa secção de história económica, social e natural da África do Sul pode visitar a Select Books em http://www.selectbooks.co.za/ ou, se possível, no número 232 da Long Street na Cidade do Cabo.

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Um mapa e uma foto – o início

Fevereiro 1, 2008 · Deixe um Comentário

Depois do jantar de onde saiu a ideia da viagem ao sul de África, passando obrigatoriamente por Cape Town e pelo Delta do Okavango, há duas imagens que me “agarraram” ao projecto: um mapa e uma foto.
Estávamos no início de Agosto/2007.

UM MAPA – era ambicioso mas não me saiu mais do pensamento: Cape Town, Fish River Canyon, Deserto do Namib/Sossusvlei, Walvis Bay, Skeleton Coast/Cape Cross, Etosha e Delta do Okavango – tudo o que me atraía nessa parte de África.


UMA FOTO: quando comecei a tentar arranjar maneira de fazermos este percurso mandaram-me, em resposta a um pedido de cotação, esta foto de um carrinho 4×4 “lindo de morrer” (como dizem os brasileiros) e com a “casa às costas”. Um Defender. Pareceu-me logo o melhor meio de fazermos a viagem. Não me enganei, tornava a escolher o mesmo. Nos dias seguintes, muitos, depois do tal jantar, foi para este mapa e esta foto que eu olhei quase hora a hora, seguramente todos os dias.


No final o mapa pouco mudou…


…e os Defenders não mudaram nada, só passaram a ser habitados

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Compras no aeroporto de Joanesburgo

Fevereiro 1, 2008 · Deixe um Comentário

Conselho: guarde alguns cobres para gastar em prendas no aeroporto de Joanesburgo. Especialmente na loja Indaba. É uma perdição…

Indaba Home | ACSA

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